sexta-feira, 2 de abril de 2010

Cristo é superior a Páscoa


Páscoa, palavra de origem hebraica, passagem, uma das três grandes festas judaicas, em comemoração do êxodo e da libertação dos israelitas do Egito. Pode-se ver a origem divina desta festa em Êxodo cap. 12. O povo de Deus reunia-se no primeiro mês de cada ano, aos quatorze dias, para comemorar a páscoa, geralmente à tardinha. Iniciou-se com uma refeição sacrificial, que consistia de um cordeiro assado, ou um cabrito, pães asmos e ervas amargas. O cordeiro servia para recordação do sacrifício; o pão sem fermento, da pureza; e as ervas amargas, da servidão amarga no Egito.

Cristo a observou, porém, não instruiu sua igreja a celebrá-la, posto que era uma festa nacional dos judeus. Tem, todavia, implicação ou significado espiritual para toda a humanidade.

Havia, inclusive, o costume de soltar um prisioneiro durante a páscoa. Lemos em João 18.39,40 que por ocasião do fatídico e falso julgamento de Jesus Cristo, preso e “condenado” à morte, que Barrabás, um criminoso e salteador, fora preferido pelo povo em lugar de Jesus Cristo.

O apóstolo Paulo em sua veemente exortação à igreja de Corinto (1 Cor 5.7,8), asseverou que a igreja deveria limpar-se do velho fermento (doutrina estranhas e práticas ilicitas, como no contexto, do membro que praticara incesto). E celebrar festa de modo espiritual puro, já que Cristo é a nossa Páscoa.

Vemos pelo arrazoado acima, que Cristo, agora nossa páscoa, nossa libertação, deve ser adorado tal como asmos (pães sem fermento, puros), que no caso, com sinceridade e verdade em nossa vida.

Depreendemos, pois, que Cristo é superior às tradições judaicas de suas festas religiosas. Mas nem por isto, devemos deixar de festejar, não a páscoa, mas Cristo, nosso Cordeiro Pascal.

Sendo assim compreendido, podemos celebrar. Não com coelhos, ovos de chocolates, etc., mas com a compreensão bíblica desta festa. A de que Cristo ressuscitou, conquistando para nós a passagem ou a libertação da morte para a vida.

Uma abençoada Páscoa em Cristo para todos.

Pr. Carlos César Januário

Pastor da PIB de Rio Novo – Ipiaú, Ba.
Presidente da Convenção Batista Baiana

Fonte: Notícias de Piauí

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