quarta-feira, 17 de março de 2010

Israel aprova casamento civil entre ateus

Pela primeira vez desde sua criação, em 1948, país passa a aceitar união não religiosa

O Parlamento israelense (Knesset) aprovou nesta segunda-feira (15) uma lei que reconhece o casamento civil para pessoas que dizem não ter religião.

O texto, aprovado em terceira instância por 56 votos a 4, foi apresentado pelo deputado David Rotem, do partido ultranacionalista Israel Beiteinou, ao qual é filiado também o ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman.

Para Rotem, a aprovação fez desta segunda-feira “um dia histórico”, já que, pela primeira vez desde a criação do Estado de Israel, em 1948, a noção de um casamento civil aparecerá em um texto legal. Apesar disso, a lei se refere apenas aos agnósticos e ateus, que são uma minoria na sociedade israelense.

Antes, o único casamento reconhecido em Israel era o religioso. O casamento civil era validado pelo Ministério do Interior apenas se fosse celebrado no exterior.

Os deputados dos partidos religiosos ortodoxos Shass e Judaísmo Unificado da Torá, membros da coalizão no poder, se ausentaram durante a votação. Já os deputados do partido de centro Kadima, o principal da oposição, votaram a favor da lei.

Lieberman disse à rádio pública:


- Isto permitirá a 60 mil israelenses que se denominam agnósticos poder se casar (...). É um grande passo para a sociedade israelense.

Na última campanha eleitoral, em fevereiro de 2009, Lieberman havia se comprometido a permitir o casamento civil de 300 mil imigrantes da antiga União Soviética que não se consideram judeus.

A maioria chegou a Israel após o fim da União Soviética em virtude da Lei do Retorno, que permite a todo judeu da diáspora (de fora de Israel), seu cônjuge e pais obterem a nacionalidade israelense imediatamente.

Estima-se que 1 milhão de pessoas tenham chegado a Israel neste momento histórico.

Fonte: R7

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