sexta-feira, 26 de março de 2010

Em evento, Demétrio Magnoli defende emenda anticensura

O sociólogo Demétrio Magnoli, colunista do jornal Folha de S. Paulo, sugeriu a criação de uma emenda constitucional contra a censura à imprensa. A declaração foi feita na última quarta-feira (24), na abertura do seminário Liberdade de Expressão/Direito à Informação nas Sociedades Contemporâneas da América Latina, promovido pela Fundação Memorial da América Latina.

Ao comentar sobre a censura prévia contra o jornal O Estado de S. Paulo, determinada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF), em julho de 2009, Magnoli disse que o país poderia evitar problemas com o Judiciário, caso se inspirasse em uma lei dos EUA, que impede o Congresso de legislar sobre ferramentas que tenham por objetivo restringir o trabalho da imprensa.

"No caso do Estadão, o STF (Supremo Tribunal Federal) não julgou o mérito, ou seja, não avaliou se é ou não um caso de censura. Quando isso acontecer, creio que haverá uma vitória para a liberdade de expressão", disse o sociólogo.

O jornal está proibido desde o dia 31 de julho de publicar informações sobre a Operação Boi Barrica, que apura supostas irregularidades cometidas pelo empresário Fernando Sarney, filho do senador José Sarney (PMDB-AC).

Em dezembro de 2009 o próprio Fernando Sarney entrou com pedido de desistência da ação, o que não foi aceito por O Estado. O jornal aguarda o julgamento do mérito da ação pela Justiça.

No evento, Magnoli também relatou o que chamou de "terrorismo midiático", protagonizado por governos com identificação junto ao presidente venezuelano, Hugo Chávez. O sociólogo disse que, apesar dos problemas, o Brasil respeita a liberdade de imprensa "quase o tempo todo".

"O presidente Lula reclama da imprensa, como todos os demais, mas isso é um sinal de que a imprensa é livre", avaliou.

Fonte: Portal Imprensa

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