quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Arquidiocese do Rio pede indenização por imagem do Cristo no filme ‘2012’

Distribuidora Columbia Pictures não foi autorizada a usar imagem. Valor ainda não foi estipulado e negociação é amigável, diz arquidiocese.


No filme "2012", o Cristo Redentor é destruído (Foto: Divulgação)


No filme “2012” do cineasta alemão Roland Emmerich, o Cristo Redentor é destruído junto com outras construções famosas ao redor do mundo. O uso da imagem da célebre estátua carioca, no entanto, não foi autorizado pela Arquidiocese do Rio, que agora pede uma indenização à distribuidora Columbia Pictures pelo uso indevido.

De acordo com Claudine Dutra, responsável pelo departamento jurídico da arquidiocese, a negociação está sendo feita de forma amigável e ainda não há uma ação contra a Columbia e nem um valor estipulado da indenização.

“Eles nos procuraram na fase de pré-produção do filme, acho que em 2008, para pedir autorização e isso foi negado. Mesmo assim, eles usaram o Cristo no filme”, afirmou a advogada.

A direção-geral da Columbia informou que o caso está sendo tratado por advogados em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Segundo a assessoria de imprensa da arquidiocese, o Cristo Redentor é de propriedade da igreja e, por isso, o órgão teria o direito de negar o uso da imagem da estátua.

Pedido de desculpas

Ainda de acordo com Claudine, em dezembro de 2009, um mês após a estreia do filme, a Columbia recebeu uma notificação e os advogados da distribuidora se retrataram, em reunião com a equipe da arquidiocese.

Em documento, segundo a arquidiocese, eles se desculparam dizendo que “em nenhuma hipótese o uso da estátua na produção do filme '2012' teve por intenção causar prejuízo ou de qualquer outra maneira atacou ou ofendeu a imagem da igreja ou a fé católica”.

“A gente entendeu, mas isso não é suficiente. Houve o uso indevido da imagem, fiéis nos procuraram indignados”, afirmou a advogada.

Fonte: G1

Um comentário:

Georges disse...

UAAAAAIII Gente..... O Cristo Redentor não um patrimônio da humanidade? Ou é patrimônio dos homens de preto do Rio...?